Áreas de atuação

PENEDO

A CERES ajudou a alavancar o turismo em Penedo. O lugar é o mais famoso dentre as sete localidades onde a CERES mantém cabines. Trata-se de uma antiga fazenda de café, comprada pelos padres beneditinos, que, em 1929, recebeu um grupo de finlandeses idealistas que fugiam dos horrores da primeira Guerra Mundial e mantinham o sonho de criar uma comunidade vegetariana auto-sustentável.

O líder do grupo, Toivo Uuskallio, havia se curado de uma doença grave recorrendo apenas à alimentação vegetariana. Tinha visões místicas, dizia que haveria outra guerra na Europa, e condenava o mau uso dos recursos naturais. Era um ecologista antes mesmo da criação dessa palavra. Os finlandeses viveram as duas primeiras décadas com muitas dificuldades. Plantavam mudas de laranjeiras, fazendo enxertia, criavam galinhas e aplicavam massagens. Alguns já recebiam hóspedes em suas próprias casas, pessoas que vinham passar temporadas de verão.

A partir de 1950, com a inauguração da via Dutra, a economia do local foi sendo dominada pelo turismo. Concorria para isso a beleza natural daquele vale cheio de rios e cachoeiras ao pé da Serra da Mantiqueira conjugado ao charme acrescentado pela cultura dos finlandeses, com seus artigos artesanais em bucha, madeira, tear; a limpeza e a ordem que impressionavam os brasileiros e o clima misterioso de um grupo idealista com um líder visionário.

Foi ainda neste quadro que a energia da CERES chegou a Penedo, permitindo que as antigas pensões finlandesas, iluminadas por lampiões de querosene e gás, se transformassem gradativamente em hotéis de grande conforto. Para se ter uma idéia da rapidez desta mudança, basta lembrar que o primeiro hotel a ter luz elétrica foi em 1972. A família finlandesa Bertell havia vendido o estabelecimento para o húngaro Karoly Kubec que, com a chegada da luz, colocou então as duas primeiras placas indicativas nas estradas de terra de Penedo, apenas “Hotel Bertell”.

Hoje, Penedo é o segundo local do Estado com maior concentração hoteleira, perdendo apenas para a cidade do Rio de Janeiro. Além da hotelaria, Penedo conta também com uma excelente rede de restaurantes, com cardápios variados e de várias influências, apreciados por famílias da região que costumam almoçar nos finais de semana. A tradição artística e artesanal dos finlandeses também se desenvolveu e são inúmeras as lojinhas de produtos artesanais, além de pintores e tapeceiros.

Penedo tem uma equipe de plantão da CERES, comandada pelo Encarregado Eletricista Diniz. A equipe resolve com prontidão qualquer problema da rede e tem plena consciência sobre a importância da energia elétrica para os moradores, comerciantes e artistas.

SERRINHA

Na Serrinha do Alambari nossa rede tem total respeito pelas árvores. Uma das grandes preocupações da CERES é evitar o desmatamento. Para isso, em breve estará substituindo os cabos de alguns trechos da rede por um único cabo compacto, encapado, que custa um pouco mais caro, mas permite que se preserve muito as árvores da necessidade de poda. A Serrinha é o ramal em que este cuidado é redobrado. Há 10 anos, a região foi decretada, pelo governo federal, APA (Área de Proteção Ambiental). Como se trata de área pouco habitada, a Serrinha pôde contar com um planejamento mais rigoroso de sua ocupação.

A Serrinha é um lugar sossegado, um vale estreito e profundo por entre os braços da montanha, sem a agitação de Penedo e Visconde de Mauá, com pequenas pousadas e restaurantes caseiros, criações de trutas, abelhas, cavalos e gado leiteiro. Tudo isso envolto pela exuberante Mata Atlântica e pelas nascentes dos inúmeros ribeirões que despejam suas águas no Alambari e no Pirapetinga. É uma ótima opção para momentos de descanso.

A região foi produtora de café durante o auge desta cultura no Vale do Paraíba. Depois, como em toda a nossa região, desenvolveu-se a pecuária leiteira que, ocupando áreas cada vez menores, permitiu a regeneração natural de extensos trechos de mata. A partir dos anos 80, com o incremento do turismo, a Serrinha encontrou sua vocação.

Atualmente, a Serrinha tem algumas pousadas, um restaurante alemão conceituado e o Camping Clube do Brasil. Outra atração é o Pesque e Pague Trutas da Serrinha, onde o visitante assiste a um vídeo sobre o processo de criação do peixe, o processo de inseminação artificial e a função dos sete tanques que compõem a área alagada.

CAPELINHA

A marca de um alambique centenário.

Área de uma antiga fazenda de um português onde havia uma capela e um alambique, a região da Capelinha acabou conhecida pela cachaça que traz no seu rótulo a referência à antiga capela. A fazenda foi uma das primeiras cooperadas da CERES.

A área da Capelinha se resume a um pequeno povoado e várias propriedades rurais que ficam num belo vale no sopé da subida da serra de Mauá cortado pelo rio Pirapetinga. Além da pecuária, a Capelinha cultiva muitas hortas e um pesque e pague, o Recanto do Tambaqui.

RIO PRETO

O velho caminho de tropeiros ganhou um moderno laticínio. A estrada que desce de Visconde de Mauá em direção ao Rio Preto era, no início do século, uma trilha por onde os tropeiros de alguns cantões do sul de Minas – como Alagoa e Francês do Carvalho – levavam queijos e outros produtos para venderem em Resende. Neste caminho foram surgindo alguns pontos de pouso, de pernoite para os tropeiros, que, com o tempo, transformaram-se nos povoados de Campo Alegre e Rio Preto.

Os dois povoados mudaram muito pouco, mas a fabricação artesanal de queijo evoluiu e hoje existem quatro laticínios equipados com máquinas modernas. O maior deles trabalha com 15 mil litros de leite por dia, fabricando três toneladas de queijo, entre os tipos minas, ricota, requeijão, mussarela, prato e parmesão. Oitenta por cento da produção são levados para o Grande Rio, e o restante é consumido em nossa região. Quatro pousadas também funcionam na estrada de Rio Preto. O passado permanece vivo ao lado da sofisticação do turismo e alguns moradores antigos permanecem no local. Em Rio Preto a CERES também se esforça para preservar as belezas naturais e evitar a poda das árvores. No ramal da Companhia são atendidos vários consumidores do Estado de Minas Gerais – no município de Bocaina de Minas, distrito de Mirantão – que, na época em que chegamos com a energia, não tinham ainda a opção da CEMIG.

RIACHUELO

Antes da construção da via Dutra, em 1950, a antiga estrada Rio-São Paulo passava por Areias, Bananal e as outras chamadas “cidades mortas”. A ligação de Resende com aquela estrada se dava através da estradinha de terra do Riachuelo, pontilhada de fazendas de gado leiteiro e de corte. Naquele tempo, uma das fazendas de maior atividade era a “Aliança”. A energia trazida pela CERES modernizou bastante a região. A chegada da luz elétrica auxiliou os métodos de criação e ordenha, instituindo os métodos eletrônicos. A região prossegue com sua vocação leiteira, quebrada apenas pela fazenda “Pindorama”, que integra atividades rurais ao moderno turismo ecológico. Nosso ramal do Riachuelo vai até perto de Formoso, atendendo a uma fazenda que já está dentro do Estado de São Paulo e que, na ocasião, não recebia o atendimento da concessionária daquele Estado.

BOCA DO LEÃO

A estrada da Boca do Leão fazia a ligação de Resende com Barra Mansa antes do surgimento da Via Dutra. É também uma área de pequenas propriedades rurais, porém, mais pobres e mais raras do que nos outros ramais. O acesso à estrada se dá por uma das áreas mais pobres de Resende, os bairros de Vicentina e Santo Amaro.

Aqui, a atividade leiteira se dá ainda de forma bastante rudimentar, possivelmente o maior exemplo do caráter social do trabalho de nossa cooperativa, pois o retorno financeiro deste ramal não justificaria, do ponto de vista de uma empresa puramente mercantil, o investimento que tem deve ser feito nele.

PONTE DOS ARCOS

Área da Fazenda Piquete, que nos anos 50 foi loteada e vendida a amigos do até então dono das Terras o Engenheiro Agrônomo Antônio Francisco, e no início dos anos 70 passou a receber energia elétrica da CERES substituindo um Gerador a Diesel ligado apenas durante a noite.
Para entender o título de mais novo alimentador a explicação é puramente técnica, no início dos anos 70 quando começou a operar no Parque Mariana a CERES atendia aquela localidade em Baixa Tensão, ou seja, os medidores pertenciam à Concessionária Local. A recém inaugurada Cabine Ponte dos Arcos (denominada desta forma por ficar a poucos metros da Ponte dos Arcos na Via Dutra) leva hoje energia elétrica em Média Tensão com muito mais qualidade a nossos cooperados.